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Como por exemplo, a
"cerveja dos notáveis" e a "cerveja de Tebas".
A cerveja produzida naquela época era bem diferente das atuais.
Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos
de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do
produto, a cevada fermentada, era a mesma. Ela já fazia parte do cardápio da
humanidade desde o começo das primeiras civilizações mesopotâmicas.
Nessa mesma época, a cerveja era utilizada como moeda para pagar
os trabalhadores e também como produto de beleza para as egípcias, que
acreditavam em seus poderes de rejuvenescimento.
O Código de Hammurabi, rei da Babilônia entre os anos de 1792 e 1750
antes de cristo, incluía várias leis de comercialização, fabricação e
consumo da cerveja, relacionando direitos e deveres dos clientes das
tabernas.
Posteriormente, no antigo Egito, a cerveja, segundo Athenaeus, teria
sido inventada para ajudar a quem não tinha como pagar o vinho. Hieróglifos
e obras artísticas testemunham sobre o gosto deste povo pelo henket ou
zythum, preferida por todas as camadas sociais. Até um dos faraós, Ramsés
III (1184-1153 a.C.), passou a ser conhecido como "faraó-cervejeiro" após
doar às sacerdotes do Templo de Amón 466.308 ânforas ou aproximadamente
1.000.000 de litros de cerveja provenientes de suas cervejeiras.
Na Idade Média, a cerveja passou a ser produzida nos mosteiros e foram
os monges católicos que deram a ela o aroma e o sabor que conhecemos
hoje. Outra grande contribuição dada por eles, foram as receitas
escritas. A partir delas, pode-se preservar a qualidade da cerveja e
aperfeiçoar cada vez mais as técnicas de fabricação. Os mosteiros mais
antigos que iniciaram a produção de cerveja foram os de St. Gallen
(Suíça), Weihenstephan e St. Emmeran (Alemanha). Weihenstephan é a
cervejaria mais antiga do mundo em funcionamento e é hoje conhecida,
principalmente, como o centro de ensino da tecnologia de cervejaria da
Universidade Técnica de Munique.
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