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Esse tipo de
turbidez, que em geral desaparece com o aquecimento da cerveja, surge quando
o malte é seco de maneira inadequada no forno ou quando a cevada utilizada
tem alto teor protéico. Já a turbidez oxidativa é devida, em parte, ao
complexo proteína-tanino. A presença de oxigênio, a agitação durante o
transporte, a colisão de garrafas ou recipientes, com geração de ultra-som,
ruídos de vibração e o efeito da luz solar predispõem à turbidez oxidativa
enquanto que se pode dificultar seu aparecimento pela saturação da cerveja
com CO2. A turbidez pode ainda ser causada por hidrólise incompleta do amido
durante a mosturação. Às vezes, deve-se ao fato de o malte não ter atividade
diastásica suficiente, ocasionada por secagem mal conduzida. Neste caso a
adição de amilases diretamente às cubas de armazenamento remove esse tipo de
turbidez.
A turbidez causada por leveduras pode ser devida à perda de sua
capacidade de flocular, por ocasião da fermentação secundária, a qual por
sua vez pode ser mosto de má qualidade.
Geralmente, a adição de
cerveja em fase ativa de fermentação costuma ser efetiva na correção desse
defeito. As leveduras selvagens, principalmente S. pastorianus,
frequentemente produzem turbidez. Excluindo o ar e mantendo baixo o teor de
açúcares fermentescíveis na cerveja "verde", o crescimento é inibido, mas o
uso de culturas puras previne este problema. Outro tipo de turbidez, e
talvez o mais sério de todos, embora não tão frequente, é o causado pelo
desenvolvimento de bactérias que podem deteriorar a cerveja, tornando-a
turva e produzindo sabores estranhos.
Cervejas "defeituosas" podem ser resultantes de matéria-prima imprópria,
uso de lúpulo de má qualidade ou em excesso ou ainda fervura muito
prolongada (alta extração). Contato da cerveja com ferro causa sabor de "
tinta " e sabores estranhos são também causados por contato com água de
fabricação inadequada, cerveja " nova " ou " verde " e gás carbônico em
teores menores que o recomendado. Já a infecção da cerveja nem sempre pode
ser evidenciada pela turbidez visível. A ação dos microorganismos
infectantes pode às vezes ser percebida apenas na cerveja acabada pelas
alterações ao paladar. São permitidos por lei aditivos na fabricação da
cerveja como antioxidante (ácido ascórbico e ácido isoascórbico), acidulante
(ácido láctico), estabilizante (alginato de propilenoglicol) e conservador
(dióxido de carbono e propionato de cálcio ou de sódio). São permitidos
também, por lei, coadjuvantes como: clarificante (albumina, bentonita,
ictiocola, PVP solúvel, sílica, tanino), filtrante (asbestos, celulose,
perlita, terra diatomácea), nutriente (carbonato de amônio), descolorante ou
desodorizante (carvão ativado), bicatalisadores (enzimas amilolíticas) e
protetor (nitrogênio).
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