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TEORIAS DO
CAPITAL
1.
Capital é o termo genérico que designa um conjunto
de bens e uma importância em dinheiro a partir dos quais é possível obter,
posteriormente, uma série de rendimentos (como bônus ou ações). Em geral, os
bens de consumo e o dinheiro empregado para satisfazer necessidades concretas
não estão incluídos na definição econômica da teoria do capital.
Sob o ponto de vista da contabilidade, é definido como o patrimônio de um
indivíduo ou de uma corporação em determinado momento, que não se confunde com
os lucros advindos dessas posses no decorrer do tempo.
É possível distinguir vários tipos. Uma classificação muito comum é a distinção
entre o capital fixo, que inclui meios de produção mais ou menos duradouros,
como as máquinas; e o capital de giro, que se refere a bens não renováveis, como
as matérias-primas.
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2. TEORIAS DO CAPITAL Os economistas franceses do século XVIII, denominados fisiocratas, foram os
primeiros a formular uma teoria econômica. Seus trabalhos foram, posteriormente,
desenvolvidos por Adam Smith, pai da teoria clássica do capital, por ele
definido como o conjunto de valores produzidos pelo trabalho, oriundos dos bens
de consumo e dos bens de produção. David Ricardo a aperfeiçoou em princípios do
século XIX. Em meados do século XIX, Karl Marx e outros autores socialistas aceitaram a
visão clássica do capital, fazendo um importante adendo: só é possível
considerar capital os bens produtivos, que geram receitas, independentemente do
trabalho realizado por seu proprietário. Outros economistas da mesma época, como
Nassau William Sênior e John Stuart Mill, criaram uma teoria psicológica do
capital, que tem origem na redução do consumo daquelas pessoas que desejam um
rendimento futuro que compense a atual poupança.
Em finais do século XIX, Eugen Böhn-Bawerk e Alfred
Marshall procuraram unir a teoria da poupança à teoria clássica do capital. Pela
teoria da poupança, a possibilidade de rendimentos futuros incentivava às
pessoas a evitar o consumo, no presente, canalizando parte de suas receitas para
o aumento da produção.
No século XX, John Maynard Keynes rejeitou essa
teoria por não conseguir explicar as diferenças entre o dinheiro economizado e o
capital gerado. Demonstrou que a decisão de investir em bens de capital
independe da decisão de poupar.
Embora todas essas teorias sejam
recentes o capital existe nas sociedades civilizadas desde a Antigüidade. Seu
papel nas economias da Europa ocidental e América do Norte foi tão importante
que a atual organização sócio-econômica aí dominante é conhecida como sistema
capitalista ou capitalismo.
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