Principal Bons Cursos Notícias downloads grátis   Idiomas CONTATO
Economia Conceitos econômicos Ciclos econômicos Tipos de economia Política econômica Macroeconomia Micro economia
Capitalismo Socialismo Organização econômica História da economia Teorias do Capital Neoliberalismo  

PROMOÇÃO ESPECIAL:  

Na compra de cada apostila via e-mail, no valor de R$10,00, você pode escolher qualquer outra para receber grátis. 

Para efetuar a compra de cursos, manuais e apostilas digitais, clique aqui.

 

 SOCIALISMO

 

1. Socialismo é o termo que, desde o início do século XIX, designa as teorias e ações políticas que apóiam um sistema econômico e político baseado na socialização dos sistemas de produção e no controle estatal (parcial ou completo) dos setores econômicos, opondo-se frontalmente aos princípios do capitalismo. Embora o objetivo final dos socialistas fosse estabelecer uma sociedade comunista ou sem classes, eles têm se voltado cada vez mais para as reformas sociais realizadas no seio do capitalismo. À medida que o movimento evoluiu e cresceu, o conceito de socialismo foi adquirindo diversos significados em função do lugar e da época no qual se estabelecia.
Entre os seus primeiros teóricos, estão o aristocrata francês Claude de Saint-Simon, Fourier e o empresário britânico e doutrinário utópico Robert Owen.

 

2. OS FUNDAMENTOS CIENTÍFICOS  
Graças a Karl Marx e a Friedrich Engels, o socialismo adquiriu um suporte teórico e prático a partir de uma concepção materialista da história. O marxismo acreditava que o capitalismo era o resultado de um processo histórico caracterizado por um conflito contínuo entre classes sociais opostas. Ao criar uma grande classe de trabalhadores sem propriedades, o capitalismo estaria cavando a sua própria sepultura e, com o tempo, acabaria sendo substituído por uma sociedade comunista. Os socialistas ou social-democratas (nessa época, os dois termos tinham o mesmo significado) eram membros de partidos centralizados ou de base nacional organizados de forma precária sob o estandarte da Segunda Internacional Socialista, que defendiam uma forma de marxismo popularizada por Engels, August Bebel e Karl Kautsky. Para Marx, os socialistas acreditavam que as relações capitalistas iriam eliminando os pequenos produtores até restarem apenas duas classes antagônicas - os capitalistas e os trabalhadores. A I Guerra Mundial e a Revolução Russa provocaram a ruptura da Segunda Internacional, que foi dividida entre os partidários dos bolcheviques de Lenin e os social-democratas reformistas. Os primeiros tornaram-se conhecidos como comunistas e os segundos continuaram sendo, durante todo o período entreguerras, a corrente dominante do movimento socialista europeu. Na União Soviética e, mais tarde, nos países comunistas surgidos depois de 1945, o termo socialista fazia referência a uma fase de transição entre o capitalismo e o comunismo, a etapa correspondente à “ditadura do proletariado” marxista. Nos demais países, os socialistas aceitaram todas as normas básicas da democracia liberal: eleições livres, os direitos fundamentais e liberdades públicas, o pluralismo político e a soberania do Parlamento. No final da década de 1950, os partidos socialistas da Europa ocidental começaram a descartar o marxismo, aceitaram a economia mista, diminuíram os vínculos com os sindicatos e abandonaram a idéia de um setor nacionalizado em contínua expansão. Esse movimento, chamado de revisionismo, proclamava que os novos compromissos do socialismo eram com a redistribuição da riqueza de acordo com os princípios de igualdade e justiça social.
No final do século XX, o socialismo — pelo menos o que se faz representar pelos partidos socialistas — perdeu tanto a perspectiva anticapitalista original como passou a aceitar, ainda que com um certo sofrimento, que o capitalismo não pode ser controlado de um modo suficiente e muito menos abolido.
As características com as quais o socialismo europeu se prepara para fazer frente aos desafios do próximo milênio são: 1) reconhecer que o controle estatal das atividades capitalistas deve se dar junto com o desenvolvimento correspondente das formas de regulamentação supranacionais (a União Européia, à qual a maioria dos socialistas se opôs no início, é considerada como terreno controlador das novas economias interdependentes); 2) criar um ‘espaço social’ europeu que possa ser precursor de um Estado do bem-estar europeu harmonizado; 3) reforçar o poder do consumidor e do cidadão para compensar o poder das grandes empresas e do setor público; 4) melhorar a posição da mulher na sociedade para superar a imagem e as práticas do socialismo tradicional, excessivamente centradas no homem, e enriquecer seu antigo compromisso em favor da igualdade entre os sexos; 5) descobrir uma estratégia destinada a assegurar o crescimento econômico e a aumentar o emprego sem danificar o meio ambiente; e 6) organizar uma ordem mundial orientada de modo a reduzir o desequilíbrio existente entre as nações capitalistas desenvolvidas e os países em vias de desenvolvimento.

 

 

 

  Bebidas e-books Esotéricos Esportes Gastronomia Genealogia Livros usados Receitas Serviços