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INFORMÁTICA
Informática é o nome do
conjunto das Ciências da Informação, estando incluídas neste grupo: a
teoria da informação, o processo de cálculo, a análise numérica e os
métodos teóricos da representação dos conhecimentos e de modelagem dos
problemas. Habitualmente usa-se o termo Informática para referir
especificamente o processo de tratamento automático da informação por
meio de máquinas eletrônicas definidas como computadores.
O estudo da informação começou na matemática quando nomes como Alan
Turing, Kurt Gödel e Alonzo Church, começaram a estudar que tipos de
problemas poderiam ser resolvidos, ou computados, por elementos humanos
que seguissem uma série de instruções simples de forma automática,
independente do tempo requerido para isso. A motivação por trás destas
pesquisas era o avanço da automação e da promessa que maquinas poderiam
futuramente conseguir resolver os mesmos problemas de forma mais rápida
e mais eficaz. Apesar dos computadores eletrônicos terem efetivamente
aparecido somente na década de 40, os fundamentos em que se baseiam
remontam a centenas ou até mesmo milhares de anos.
Se levarmos em conta que o termo COMPUTAR, significa fazer cálculos,
contar, efetuar operações aritméticas, COMPUTADOR seria então o
mecanismo ou máquina que auxilia essa tarefa, com vantagens no tempo
gasto e na precisão. Inicialmente o homem utilizou seus próprios dedos
para essa tarefa, dando origem ao sistema DECIMAL e aos termos DIGITAL e
DIGITO . Para auxílio deste método, eram usados gravetos, contas ou
marcas na parede.
A partir do momento que o homem pré-histórico trocou seus hábitos
nômades por aldeias e tribos fixas, desenvolvendo a lavoura, tornou-se
necessário um método para a contagem do tempo, delimitando as épocas de
plantio e colheita.
Tábuas de argila foram desenterradas por arqueólogos no Oriente Médio,
próximo à Babilônia, contendo tabuadas de multiplicação e recíprocos,
acredita-se que tenham sido escritas por volta de 1700 a.C. e usavam o
sistema sexagesimal (base 60), dando origem às nossas atuais unidades de
tempo.
Na medida em que os cálculos foram se complicando e aumentando de
tamanho, sentiu-se a necessidade de um instrumento que viesse em
auxílio, surgindo assim há cerca de 2.500 anos o ÁBACO. Este era formado
por fios paralelos e contas ou arruelas deslizantes, que de acordo com a
sua posição, representava a quantidade a ser trabalhada.
O ábaco russo era o mais simples: continham 10 contas, bastando
contá-las para obtermos suas quantidades numéricas. O ábaco chinês
possuía 2 conjuntos por fio, contendo 5 contas no conjunto das unidades
e 2 contas que representavam 5 unidades. A variante do ábaco mais
conhecida é o SOROBAN, ábaco japonês simplificado (com 5 contas por fio,
agrupadas 4x1), ainda hoje utilizado, sendo que em uso de mãos treinadas
continuam eficientes e rápidos para trabalhos mais simples. Esse sistema
de contas e fios recebeu o nome de calculi pelos romanos, dando origem à
palavra cálculo.
O logaritmo e a régua de cálculos: Os Bastões de Napier foram criados
como auxílio à multiplicação, pelo nobre escocês de Edimburgo, o
matemático John Napier (1550-1617), inventor dos logaritmos.
Dispositivos semelhantes já vinham sendo usados desde o século XVI mas
somente em 1614 foram documentados. Os bastões de Napier eram um
conjunto de 9 bastões, um para cada dígito, que transformavam a
multiplicação de dois números numa soma das tabuadas de cada dígito. Em
1633, um sacerdote inglês chamado William Oughtred, teve a idéia de
representar esses logaritmos de Napier em escalas de madeira, marfim ou
outro material, chamando-o de CÍRCULOS DE PROPORÇÃO. Este dispositivo
originou a conhecida RÉGUA DE CÁLCULOS. Como os logaritmos são
representados por traços na régua e sua divisão e produto são obtidos
pela adição e subtração de comprimentos, considera-se como o primeiro
computador analógico da história.
Origens do Processamento de Dados: A diferenciação entre o que chamamos
de computador analógico e computador digital é que os analógicos
realizam operações aritméticas por meio de analogia (sistema de
representação de fenômenos por meio de pontos de semelhança), ou seja,
não trabalham com números ou símbolos que representem os números, eles
fazem analogia direta entre as quantidades; eles medem as quantidades a
serem trabalhadas, tendo, portanto, uma analogia entre os valores com os
quais pretende trabalhar e os valores internos da máquina.
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