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DENGUE
A dengue é uma doença causada por
um vírus com 4 variedades. Por isso ainda não existe uma vacina
definitiva, pois não adianta imunizar uma pessoa contra um tipo
de vírus, já que ela ficaria indefesa contra os outros.
A picada da fêmea do mosquito
Aedes aegypti ou do Aedes albopictus é a única forma de
transmissão da dengue. Uma pessoa infectada pode passar a doença
para outra; não há transmissão por contato direto de um doente
ou de suas secreções para pessoas sadias. A pessoa também não se
contamina por meio de fontes de água, alimento, ou uso de
objetos pessoais do doente de dengue. O Aedes é parecido com o
pernilongo comum, e pode ser identificado por algumas
características que o diferencia como: corpo escuro e rajado de
branco e possui hábito de picar durante o dia. É originário da
África Tropical característico de países com clima tropical e
úmido, introduzido nas Américas durante a colonização.
Atualmente encontra-se amplamente disseminado nas Américas,
Austrália, Ásia e África.
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O mosquito fica
onde o homem estiver, e prefere picá-lo a qualquer outra espécie e também gosta
de água acumulada para colocar seus ovos. No calor, o período reprodutivo do
mosquito fica mais curto e ele se reproduz com maior velocidade. Isto explica o
aumento de casos de dengue no verão.
As fêmeas picam depois do acasalamento porque necessitam do
sangue que contem proteínas necessárias para que os ovos se desenvolvam e assim
dar seqüência no seu ciclo de vida. A fêmea do Aedes vive cerca de 30 a 45 dias
e, nesse período, pode contaminar até 300 pessoas. Ela coloca durante sua vida
até 450 ovos. Descobriu-se que existe a transmissão transovariana, ou seja, que
a fêmea, se estiver contaminada, inocula o vírus nos ovos e os mosquitos já
nascem com ele. Isso multiplica as chances de propagação.
A temperatura que o
mosquito gosta é de 26 a 28 graus. Qualquer temperatura inferior a 18 graus o
torna inoperante. Com 42 graus, ele morre. A picada do Aedes aegypti causa
eventualmente a sensação de coceira ou incômodo e é semelhante à picada de
qualquer outro mosquito. Nem todos Aedes transmitem a dengue, apenas a fêmea e
se estiver infectada pelo vírus da Dengue. Além disso, muitas pessoas
picadas pelo mosquito Aedes aegypti infectado não apresentam sintomas por
características do sistema imunológico de cada um. De 20% a 50% das pessoas não
desenvolvem a doença e outras apresentam sintomas brandos que podem passar
despercebidos ou confundidos com gripe, existindo ainda, aquelas que são
acometidas de forma acentuada, com sintomatologia exacerbada. Durante seis dias
a pessoa infectada pode transmitir o vírus para o mosquito. Um dia antes de
começar a sentir os sintomas e nos cinco primeiros dias de sintoma. Depois
disso, não infecta mais o mosquito. O controle do Aedes adulto é feito com
borrifação de inseticidas e só é eficaz no caso de surtos ou epidemias. Para
matar os mosquitos é preciso acabar com os ovos. Caso contrário, outros
mosquitos nascerão. Os repelentes possuem ação limitada e não
eliminam o mosquito, apenas o mantém distante. É necessário eliminar os
focos de criação, pois a fêmea põe os ovos em água parada. A única maneira de
evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar
com os criadouros (lugares de nascimento e desenvolvimento dele). Ou seja: não
deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente como:
Garrafas; Pneus; Pratos de vasos de plantas e xaxim; Bacias; Copinhos
descartáveis. Também não se esqueça de tapar: Caixas d'água; Cisternas;
Tambores; Poços; Outros depósitos de água.
SINTOMAS DA DENGUE
Os principais sintomas da dengue são: Febre alta, dor de cabeça,
principalmente na região ocular, dores nas articulações,
músculos e muito cansaço. Também é comum náuseas, falta de
apetite, dor abdominal, podendo até ocorrer diarréia e
vermelhidão na pele. Os sintomas aparecem de três a quinze dias
após a picada do mosquito infectado. A intensidade dos sintomas
varia muito de pessoa para pessoa. A pessoa pode confundir a
dengue com uma gripe forte. A melhor forma de se ter certeza é
procurando um médico e eventualmente realizando exames.
TRATAMENTO DA DENGUE
Deve-se procurar um médico a partir dos primeiros sintomas.
A pessoa doente deve repousar e ingerir bastante líquido (água,
sucos naturais ou chá), evitando qualquer tipo de refrigerante
ou suco artificial. Antitérmicos e analgésicos que contém em sua
fórmula, ácido acetilsalisílico, como a aspirina, devem ser
evitados. Os medicamentos a base de ácido acetilsalisílico como
"Aspirina, Melhoral, AAS tem efeitos anticoagulantes e podem
causar sangramentos.
A febre costuma durar de três a oito dias e pode causar pequenas
bolhas vermelhas em algumas regiões do corpo, como pés, pernas e
axilas. Na maioria das vezes, o doente demora uma semana para
ficar bom. Porém, o cansaço e a falta de apetite podem demorar
até quinze dias para sumir. A recuperação costuma ser total.
Nas crianças pequenas a doença assemelha-se mais a uma infecção
viral inespecífica, sendo que os sintomas mais freqüentes são:
febre, vômito e nas que já falam, a dor abdominal. A prostração
é menos intensa. Deve-se procurar um médico logo que aparecerem
os primeiros sintomas. Estudos indicam que uma pessoa doente de
dengue fica imune para sempre, com relação ao sorotipo que
determinou a infecção,
além do que, por um período de alguns meses, ela fica protegida
para qualquer dos sorotipos de dengue. Passado este tempo, se
ela se contaminar por outro tipo de vírus diferente daquele que
se contaminou antes poderá ter comprometimento do quadro clínico
e desencadear a dengue hemorrágica.
DENGUE HEMORRÁGICA
A diferença entre a dengue clássica e a hemorrágica é que a clássica é
mais branda do que a hemorrágica, que pode até causar a morte do doente.
As pessoas que já tiveram dengue uma vez podem desenvolver o tipo
hemorrágico. Qualquer um dos 4 sorotipos da dengue pode causar dengue
hemorrágica. A probabilidade de manifestações hemorrágicas é menor em
pessoas infectada pela primeira vez, portanto pessoas que contraem
dengue mais de uma vez apresentam maior chance de complicações do quadro
clínico, incluindo manifestações hemorrágicas. Há três
exames que podem ser utilizados para identificar a doença: a prova do
laço, a contagem das plaquetas e a contagem dos glóbulos vermelhos. A
prova do laço é um exame de consultório, com uma borrachinha o médico
prende a circulação do braço e vê se há pontos vermelhos sob a pele, que
indicariam a doença. Os outros testes são feitos por meio de uma amostra
de sangue em laboratório. A dengue hemorrágica se manifesta de três a
cinco dias depois da clássica. A febre reaparece após ter cessado,
causando suor, deixando a pele esbranquiçada e as extremidades
frias. É comum dor de garganta, queda de pressão, dores no estômago e
abaixo das costelas. As hemorragias ocorrem em pequena quantidade.
Quando a doença fica ainda mais grave o fígado fica mole e doloroso. As
cólicas abdominais e a hemorragia aumentam, atingindo o tubo digestivo e
os pulmões. O tratamento neste caso, é aplicação de soro e plasma. Em
certos casos há a necessidade de transfusão de sangue. De acordo com as
estatísticas a chance de morte no caso da primeira manifestação da
dengue clássica é zero. Na dengue
hemorrágica a taxa é de aproximadamente 3%.
Recomendações
Não existem medicamentos antivirais para combater a dengue. O tratamento
é apenas sintomático. Tomar muito líquido, para evitar desidratação, e
utilizar antipiréticos e analgésicos, para aliviar os sintomas, são as
medidas de rotina. Por interferir com a coagulação, medicamentos que
contenham ácido acetilsalisílico (AAS, Aspirina, Buferin, Melhoral,
Doril, etc.) estão formalmente contra indicados. Medicamentos à base de
dipirona constituem boa opção para baixar a temperatura. A dengue é
doença de curso benigno, mas nos casos da forma hemorrágica é
fundamental procurar assistência médica.
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