Adoção
de animais, Adoção
Infantil, Alfabetização,
Cooperativa,
Cuidador de
idosos, Ecologia,
Reciclagem Animais Peçonhentos
Animais
peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de
veneno que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou
aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Portanto,
peçonhentos são os animais que injetam veneno com
facilidade e de maneira ativa. Ex.: Serpentes, Aranhas,
Escorpiões, Lacraias, Abelhas, Vespas, Marimbondos e Arraias. Já
os animais venenosos são aqueles que produzem veneno, mas
não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões),
provocando envenenamento passivo por contato (lonomia ou taturana), por
compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu). Primeiros Socorros 1. Lave o local da picada de preferência com água e sabão. 2. Mantenha a vítima deitada. Evite que ela se movimente para não favorecer a absorção do veneno. 3. Se a picada for na perna ou no braço, mantenha-os em posição mais elevada. 4.
Não faça torniquete. Impedindo a circulação
do sangue, você pode causar gangrena ou necrose. 5. Não
fure, não corte, não queime, não esprema,
não faça sucção no local da ferida e nem
aplique folhas, pó de café ou terra sobre ela para
não provocar infecção. 6. Não dê a
vítima pinga, querosene, ou fumo, como é costume em
algumas regiões do país. 7. Leve a vítima
imediatamente ao serviço de saúde mais próximo,
para que possa receber o soro em tempo. 8. Leve, se possível, o animal agressor, mesmo morto, para facilitar o diagnóstico. 9. Lembre-se: nenhum remédio caseiro substitui o soro antipeçonhento. ATENÇÃO Em
qualquer caso de acidente com animal peçonhento, o paciente deve
ser medicado nas primeiras horas após o acidente. O soro antiveneno é o único tratamento eficaz. Como prevenir acidentes com ofídios 1.
Nunca andar descalço. O uso dos sapatos, botinas sem
elásticos, botas ou perneiras .deve ser obrigatório.
Dependendo da altura do calçado, os acidentes podem ser evitados
na ordem de 50 até 72%. 2. Olhar sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer. 3.
Usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem. Nunca
colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de
árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de
lenha ou entre pedras. 4. Não colocar as mãos em tocas
para pegar pelo rabo o tatu que é visto ao entrar; esta é
a melhor maneira de ser picado por cascavéis que se abrigam
nesses locais. 5. Não utilizar diretamente as mãos ao
tocar em sapé, capim, mato baixo, montes de folhas secas; usar
sempre antes um pedaço de pau, enxada ou foice, se for o caso.
Esse tipo de cuidado pode evitar até 20% dos acidentes que
acontecem nas mãos e no antebraço. 6. Vedar frestas e buracos em paredes e assoalhos. 7.
Ao entrar nas matas de ramagens baixas, ou em pomar com muitas
árvores, parar no limite de transição de
luminosidade e esperar sempre a vista se adaptar aos lugares menos
iluminados. A adaptação da visão ao local menos
claro ou à penumbra em dia de luminosidade intensa é mais
lenta e a falta de cuidado nesse instante pode provocar acidentes
ofídicos nos braços, nos ombros, na cabeça e
rosto, da ordem de 5 a 6%. 8. Se por qualquer razão tiver que
abaixar-se, além de olhar bem o local, procurar bater a
vegetação ou as folhas, principalmente no trabalho de
limpeza de covas de café. A coloração da cascavel
se confunde muito com a das ramagens e folhas secas dessas
plantações e há casos de acidente ofídico
devido a esse tipo de camuflagem, porque a pessoa não enxerga a
serpente. 9. Não depositar ou acumular material inútil
junto à habitação rural, como lixo, entulhos e
materiais de construção. Manter sempre uma calçada
limpa ao redor da casa. Essa faixa pavimentada junto às paredes
tem várias utilidades: evita penetração de umidade
nos alicerces, impede o contato com capim ou grama dos jardins e
principalmente portas, que normalmente devem estar fechadas e ter um
mínimo de vão no solo. Lembrar os casos de acidentes
ofídicos dentro de casa. 10. Evitar trepadeiras muito encostadas a casa, folhagens entrando pelo telhado ou mesmo pelo forro. 11.
Procurar controlar o número de roedores existentes na
área de sua propriedade. Não se esquecer de que ao lado
dos outros problemas de saúde pública, a
diminuição do número de roedores irá
comprometer o ciclo biológico das serpentes venenosas que deles
se alimentam. Só isso diminuirá fatalmente a fauna
ofídica da região. 12. Não montar acampamento
junto a plantações, pastos ou matos denominados
“sujos”, regiões onde há normalmente roedores
e maior número de serpentes. 13. Não fazer piquenique
às margens dos rios ou lagoas, deles mantendo distância
segura, e não encostar em barrancos durante a pescaria. 14.
Nas matas ou nas beiradas das entradas, em acampamentos ou piqueniques,
nunca deixar as portas do carro abertas, principalmente ao anoitecer.
Mesmo durante a troca de pneu, ter essa precaução. A
falta de cuidado deixa o motorista posteriormente preocupado com a
possibilidade de ter uma serpente dentro do carro. 15. O manuseio de
serpentes vivas deve ser feito com laço de Lutz ou com ganchos
apropriados, por pessoas treinadas e com aptidão para o
ofício.Não tocar nas serpentes, mesmo mortas, pois por
descuido ou inabilidade há o risco de ferimento por esbarro nas
presas venenosas. Nos Institutos de pesquisa dedicados também ao
trabalho com serpentes venenosas vivas, os acidentes ocorrem em
laboratórios ou em serpentários com técnicos
especializados com extração de veneno na ordem de
1:10.000 extrações. Este risco é inerente ao
trabalho e pode ser evitado pelo uso de gás carbônico, que
tem a dupla finalidade de provocar a anoxia da serpente e
deixá-la inerte alguns segundos, tempo suficiente para extrair o
veneno e não traumatizá-la com contenção
mais violenta. 16. Não assustar as pessoas com serpentes,
aranhas ou escorpiões, mesmo que sejam de brinquedo; o medo
inato pode trazer conseqüências imprevisíveis. 17.
No período noturno, nos sítios ou nas fazendas,
chácaras ou acampamentos, deve ser evitada a
vegetação muito próxima ao chão, gramados
ou até mesmo jardins. 18. Não matar, não deixar
matar e não espantar da região as emas, as siriemas, os
gaviões, inimigos das serpentes, os quais, assim como o
gambá ou cangambá, matam e comem cobras. O gambá,
animal implacavelmente morto pelo homem nos sítios e nas
fazendas, é de extraordinária resistência aos
venenos ofídicos, especialmente ao da urutu – Bothrops
alternatus. 19. Animais domésticos como galinhas e gansos, em
geral, afastam as serpentes das áreas mais próximas as
habitações. |