Adoção
de animais, Adoção
Infantil, Alfabetização,
Cooperativa,
Cuidador de
idosos, Ecologia,
Reciclagem
Doença de Pick
Descrita
pelo neurologista e psiquiatra tcheco Arnold Pick (1851-1915) em 1892,
na cidade de Praga, atual República Tcheca, esse mal se reflete
em distúrbios da linguagem, da personalidade e do comportamento. A doença de Pick é um tipo de demência fronto-temporal. Quando
a lesão ocorre na área cerebral que controla o
comportamento, esta forma de demência é muitas vezes
marcada por mudanças notórias da personalidade na pessoa
afetada. Esta pode-se revelar-se antipática, arrogante, atuar
inapropriadamente e, de um modo geral, não respeitar as regras
sociais. O estágio inicial costuma ser caracterizado por uma
falta de iniciativa e por falhas de memória para acontecimentos
recentes. A desorientação espacial ocorre também
muito cedo. Nos estágios tardios, os pacientes ficam acamados. Caracteriza-se por demência e afasia progressivas. No
primeiro caso ocorrem alterações acentuadas do
comportamento, com prejuízo da capacidade de julgamento, falta
de iniciativa, dificuldade no planejamento das ações e
mudanças de personalidade. Verifica-se
o comprometimento das funções executivas e linguagem
(discurso vazio e restrito em quantidade, anomia discreta e,
ocasionalmente, ecolalia). Deterioração da conduta
social, jocosidade inadequada, comportamento hipomaníaco,
inquietação e comportamento obsessivo também podem
ser observados. Mais raramente podem ocorrer delírios e
alucinações, particularmente no início da
doença. A pessoa perde a noção do que é
certo ou errado. Distúrbios de memória podem
manifestar-se desde o início da doença ou somente em suas
fases finais. Com a evolução surgem distúrbios de
marcha, alterações de linguagem até mutismo,
abulia e apatia. A doença de
Pick parece ser devida a um gene autossômico dominante, com
modificadores genéticos importantes. É uma demência
degenerativa de ocorrência pouco freqüente, com curso
clínico evolutivo inexorável médio de 2 a 5 anos.
Demência progressiva, pré-senil. usualmente com
alterações da afetividade e do comportamento social. Ela
é bem rara, corresponde a aproximadamente 5% de todos os casos
de demência. Faz parte de um grupo de doenças que atinge
as pessoas, em geral, entre os 50 e os 65 anos, e dificilmente se
manifesta após essa fase, ou seja, é uma demência
pré-senil. Ela afeta mulheres com mais freqüência do
que os homens, na proporção de três para um.” Uma
das características principais da patologia é a sua
atuação em áreas do cérebro bem definidas,
que são os lobos frontal e temporal – principalmente no
hemisfério esquerdo, que é o dominante –,
localizando-a no grupo das chamadas demências fronto-temporais. Essas
demências têm características muito próprias.
O lobo frontal comanda as decisões, o comportamento. Ele
é responsável pela jocosidade, ou seja, pelas
manifestações de alegria ou tristeza. A demência de
Pick, afetando essa área, produz alteração da
personalidade. Então, ou o doente se torna mais apático,
mais apagado, mais desinteressado das coisas, ou fica muito
eufórico, agindo, muitas vezes, com insensatez.
Distúrbios de comportamento também aparecem, tornando o
paciente inconveniente, agitado, agressivo. Tudo isso tem grande
repercussão nas atividades da vida diária e na capacidade
de trabalho do indivíduo. No
quadro de Pick, bem como na maioria das demências
fronto-temporais, distúrbios de linguagem estão entre
suas primeiras evidências. Essa afasia pode ser tanto da
execução quanto do entendimento da linguagem. E, ao
contrário de males como o de Alzheimer, a patologia não
afeta profundamente a capacidade de memória: “pode
acontecer de haver comprometimento da memória, mas apenas
tardiamente”. Contudo, para ser
diagnosticada como doença de Pick, a demência deve possuir
um traço único, que a diferencia de todas as outras
doenças fronto-temporais: “Pick é uma forma de
demência que contém todas essas características,
mas que tem necessariamente, em seu quadro anatomopatológico, a
presença de uma célula diferenciada, anormal, que se
chama célula ou corpo de Pick.” Diagnóstico e tratamento Como
a caracterização dessa demência acontece apenas com
a confirmação da existência dos corpos de Pick, o
diagnóstico definitivo somente é garantido através
de biópsia ou necropsia. “Por isso, o diagnóstico
de Pick é de probabilidade baixa, enquanto o paciente
está vivo. Após a sua morte é que se torna
possível determinar, através dos procedimentos adequados,
qual era a doença que o afetava. Os critérios para medir
as chances, enquanto o paciente vive, são justamente os seus
sintomas”. A confusão de
Pick com outras doenças é muito comum, mas isso
não chega a ser uma complicação. Como as outras
doenças neurodegenerativas, esta também não tem
cura. Seu tratamento é sintomático, pois, como pouco se
sabe sobre a patologia, não é possível atuar no
cerne do problema. Assim, é possível tratá-la como
qualquer outra demência do grupo das fronto-temporais, como
atrofia lobar-frontal, demência semântica ou afasia
progressiva, pois os sintomas são similares. “Há
casos de diagnóstico provável de outras demências
fronto-temporais que, somente após necropsia, descobriu-se que
era doença de Pick. De tão rara, ela chega a ser um
‘achado patológico’. O tratamento dos sintomas
é feito à base de medicamentos que controlem as
alterações comportamentais. A
fonoaudiologia também é importante no momento em que
ocorrem os distúrbios da linguagem”, salientando que a
orientação da família é fundamental nesse
momento. Sem a devida educação dos familiares, o quadro
do paciente com Pick tende a se tornar mais deprimente: “Essa
é uma doença rara que não preocupa do ponto de
vista epidemiológico, mas é extremamente importante por
atingir a pessoa numa fase de plena produtividade, por
modificá-la completamente, em poucos anos. O doente se torna
outra pessoa. Isso causa, então, grande impacto sobre a
família, sobre o próprio doente e sobre seu
círculo social”.
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A demência ou
doença de Pick é uma demência
progressiva definida por critérios clínicos e
patológicos precisos. A doença de Pick afeta
principalmente os lóbulos frontais e temporais.
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TC e RM
revelam marcada acentuação dos sulcos corticais
das regiões frontais e das fissuras silvianas com
dilatação ventricular preferencial dos cornos
anteriores dos ventrículos laterais. Os lobos parietal e
occipital costumam apresentar-se relativamente poupados. O
hemisfério esquerdo é mais
freqüentemente envolvido que o direito.
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| A
microscopia revela severa perda neuronal e a
presença de neurônios
tumefeitos contendo corpos de inclusão
citoplasmáticos argentofílicos, os corpos de
Pick, marcadores da doença. |
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| A
presença de neurônios
tumefeitos contendo corpos de inclusão
citoplasmáticos argentofílicos, os corpos de
Pick, marcadores da doença | | Corpos de Pick na forma de
balão | | A
proteína é um dos principais principal
componentes dos corpos de Pick, mas outros anticorpos
também tem estas inclusões, incluindo
os anticorpos a ubiquitina, assinucleína e apolipoproteína. |
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