|
Há três teorias para explicar a
destruição dos melanócitos:
Teoria Imunológica: Admite que o vitiligo é uma doença auto-imune pela formação
de anticorpos antimelanócitos. É associada a doenças imunológicas, tais como
diabetes, anemia perniciosa, lúpus, esclerose, síndrome de Down, tireoidite de
Hashimoto, entre outras.
Teoria Cititóxica: É possível que os metabólitos intermediários - dopaquinona e
indóis - formados durante a síntese da melanina, possam destruir as células
melanocíticas.
Teoria Neural: Um mediador neuroquímico causaria destruição de melanócitos ou
inibiria a produção de melanina..
Sintomas
Não há descrição de sintomas. A maioria dos pacientes procura o médico pelo
transtorno estético que a doença ocasiona, embora há quem consulte em virtude
das queimaduras solares nas áreas manifestadas.
No início surgem manchas hipocrômicas, depois acrômicas de limites nítidos,
geralmente com bordas hiperpigmentadas, com forma e extensão variáveis. Há
tendência à distribuição simétrica. As áreas mais comumente afetadas são:
punhos, dorso das mãos, dedos, axilas, pescoço, genitália, ao redor da boca,
olhos, cotovelos, joelhos, virilha e antebraços. É raro acometer nas palmas das
mãos e plantas dos pés.
O vitiligo comumente trás disfunção emocional, tornando necessário o tratamento
psicológico.
Diagnóstico
O diagnóstico, em geral, não apresenta dificuldades. O exame do paciente com
lâmpada de Wood pode ser de grande utilidade para detectar manchas iniciais. A
biopsia (exame de pele) dificilmente é necessária para o diagnóstico
diferencial.
A evolução do vitiligo é imprevisível, não havendo critério clínico ou
laboratorial que oriente a prognose. A repigmentação espontânea não é rara.
Tratamento
Para o vitiligo universal, com poucas áreas de pele normal (superior a 50% da
superfície cutânea), pode ser proposta a despigmentação das áreas restantes de
pele normal. Para pacientes com lesões pequenas, em número reduzido e nas fases
iniciais da doença, pode ser proposto tratamento tópico. Nas crianças o
resultado costuma ser favorável.
Em áreas crômicas localizadas, estando o quadro evolutivo estacionado, têm sido
feito minienxertos com resultados estéticos relativamente satisfatórios. A
ingestão de alimentos com carotenos ou administração de betacarotenos origina
uma cor amarelada na pele, que tem alguma ação protetora e efeito cosmético.
O uso de filtro solar adequado na pele despigmentada é fundamental para proteger
de queimaduras e do dano solar a longo prazo. As lesões de vitiligo queimam-se
facilmente e as margens pigmentam-se, tornando maior o contraste. Além disso, a
queimadura solar pode aumentar ou desencadear novas lesões.
Outro método terapêutico eficaz no vitiligo é a fotoquimioterapia, que é o
emprego sistêmico ou tópico de substâncias fotossensibilizantes, seguidas da
exposição à radiação ultravioleta. A modalidade mais conhecida e estudada é o
método PUVA (P= psoraleno, substância química fotossensibilizante, e UVA =
ultravioleta).
Não existe método de prevenção para a doença ou para sua progressão.
|