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Jacob Estêvão Macambaco (1933-2008)
Moçambique - África
É uma referência no panorama das artes
plásticas moçambicanas. Homem de verve e
um dos precursores das artes plásticas
moçambicanas, desde a década de 50 que
um jovem talento emergiu, despontou e
afirmou-se tornando-se com o tempo uma
das maiores referencia da linguagem
pictórica desta urbe. Olhar a natureza e
retratá-la foi o míster que
brilhantemente Jacob Estevão Macambaco
abraçou e, ao longo do seu percurso
artístico nunca fugiu às temáticas, com
ela relacionadas: a alvorada, o zénite
e, principalmente o pôr-do-sol foram
recriados, pintados e caracterizados de
forma simples e surpreendente. As
sombras e reflexos acompanhavam cada
pintura com cores fortes e quentes, ora
menos vivas conforme o tema e a hora do
dia referenciados” .
O pai era pastor da Missão Suíça, razão
pela qual o artista teve, na infância,
uma educação rigorosamente religiosa,
tornando-se crente devoto até aos fins
da sua vida.
Considerado como um dos primeiros
pintores moçambicanos expôs em 1951 nas
cidades de Xai-xai, Beira e Inhambane.
No ano seguinte apresentou-se numa
mostra nas cidades de Pemba e Quelimane.
Mais tarde, em 1971, expôs na Sociedade
de Estudos de Moçambique tendo, nessa
altura, sido agraciado com uma medalha
de mérito em ouro. No mesmo ano
exibiu-se na Itália, Alemanha, África do
Sul e Suíça.
Pouco depois da Independência Nacional,
o artista participou em inúmeras
exposições coletivas e realizou três
individuais.
Ainda em 1975, obteve o segundo prémio
de pintura na exposição Semana da
Natureza.
As suas obras estão representadas no
prestigiado Museu nacional de Arte (MUSART).
Seus trabalhos estão espalhados em
várias coleções privadas e
governamentais dentro e fora de
Moçambique.
Em Setembro de 2004, o MUSART organizou
uma exposição, um tributo a Macambaco
intitulado “Jacob-Percurso 20 Milénio”. |
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